Adriana Braghetta Advogados
Câmara de Arbitragem do Mercado divulga nova composição da sua Presidência e criação de Conselho Consultivo.

09 de setembro de 2024.

CAM - CÂMARA DE ARBITRAGEM DO MERCADO

camaradomercado.com.br

A Câmara do Mercado é o foro mais adequado para resolver disputas societárias, do mercado de capitais e direito empresarial.

Câmara de Arbitragem do Mercado divulga nova composição da sua Presidência e criação de Conselho Consultivo.

A Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), foro especializado para solução de questões relativas ao direito empresarial, sobretudo relacionadas ao mercado de capitais, anuncia mudança na composição da sua Presidência, que passa a ser exercida conjuntamente por Adriana Braghetta e Francisco Satiro. Após mais de 20 anos, atuando como Presidente da CAM, Roberto Teixeira da Costa passa a compor o recém-criado Conselho Consultivo da entidade.

Durante as últimas duas décadas, Roberto Teixeira da Costa desempenhou papel fundamental no desenvolvimento e no aprimoramento da CAM.

Adriana Braghetta e Francisco Satiro, por sua vez, trazem vasta experiência e trajetórias profissionais sólidas e reconhecidas.

Ambos estão comprometidos em perpetuar o legado de excelência e inovação, conduzindo a instituição a novos patamares de sucesso.

Além de Roberto Teixeira da Costa, também integrarão o Conselho Consultivo da CAM, Calixto Salomão Filho, Paulo Cezar Aragão, Selma Lemes, Carlos Alberto Carmona, Paula Forgioni e Hermes Marcelo Huck.

Adriana Braghetta Advogados Ex-L O Baptista Arbitration Co-Head Launches Boutique LL Latin Lawyer

07 February 2020 - LL - Latin Lawyer.

Ex-LO Baptista Arbitration Co-head Launches Boutique

Adriana Braghetta has left her role as co-head of arbitration at Brazilian firm LO Baptista Advogados to set up her own boutique in São Paulo.

She left the firm where she spent 12 years as a partner in January to establish Adriana Braghetta Advogados, where she will practice primarily as an arbitrator.

Braghetta previously served as vice president of the International Council for Commercial Arbitration until 2017 and continues to sit on its governing board. She is also a former chair of the Brazilian Arbitration Committee.

Braghetta says that “after more than 25 years acting as counsel, the time came to focus on sitting as arbitrator.” As she began to accept a growing number of appointments, she says the increase in potential conflicts of interest meant it was time to start a new boutique.

“I’m very thankful for the wonderful time co-leading the arbitration team at L O Baptista. We had many challenging and exciting arbitration cases and it was a privilege to work with the late Luiz Olavo Baptista among other talented and dedicated colleagues.”

She adds: “I’m excited by the change and eager to continue to work more and more,” saying she hopes to spend more time on academic projects and to “dedicate myself to the younger generations.”

At LO Baptista, Braghetta helped Brazil’s national development bank BNDES defeat a US$250 million International Chamber of Commerce (ICC) claim by Ecuador's state-run electricity company, who refused to repay a loan over faulty construction work by Odebrecht.

Braghetta was also on the 22-strong special committee of judges and practitioners that made revisions to Brazil’s 1996 Arbitration Act. She lectures at CEU Law School in São Paulo and speaks Portuguese, English, French and Spanish.

Eleonora Coelho, who set up her own boutique in São Paulo and is president of the Centre for Arbitration and Mediation of the Brazil- Canada Chamber of Commerce, says: “Adriana is an outstanding lawyer with deep knowledge and experience in arbitration.

She is definitely one of the best arbitration practitioners in Brazil and we are sure that her boutique will be a great success.”

Eduardo Silva Romero, the Paris-based co-chair of Dechert’s international arbitration practice, says Braghetta’s boutique launch is a “natural step in her career.” He adds: “Given her prestige and outstanding legal talent, this is very good news for, in particular, the Brazilian and Latin American arbitration markets.”

Albert Jan van den Berg of Hanotiau & van den Berg says: “Being one of the most prominent international arbitration lawyers in Brazil, this is an exciting venture for Adriana. Her success will no doubt continue with her boutique firm.”

Assisting Braghetta at her new boutique are two Brazilian lawyers, Felipe Sartório de Melo and Andréa Zanoni, who have master’s and bachelor’s degrees respectively from the University of São Paulo Law School. Sartório de Melo was working with Braghetta after joining LO Baptista Advogados in 2018 and previously worked as an in-house lawyer in Brazil.

Mauricio Almeida Prado, who is now the sole head of arbitration at L O Baptista, says Braghetta is “one of the best professionals that I have ever worked with, gathering huge experience, deep knowledge and total commitment to the client. Her move towards an arbitrator career is a foreseeable step considering her reputation and appointments to high profile cases, commanding her full dedication.”

Following Braghetta’s departure, Almeida Prado says there will be new career opportunities at LO Baptista among the five partners and 25 lawyers fully dedicated to arbitration.

This article was first published by Latin Lawyer's sister publication Global Arbitration
→ www.latinlawyer.com

Review on 5 February 2020
Practice area: Arbitration
Country: Brazil

As novas gerações encontram uma possibilidade de formação muito diferente, diz a advogada Adriana Braghetta

02 de setembro de 2013.

EXAME.COM

Por Camila Pati

Adriana Braghetta, ganhadora do America’s Women in Business Law Awards, fala sobre a carreira na advocacia, as áreas quentes e o desafio para mulheres.

As dicas de uma das advogadas mais influentes da América Latina.

“Sou uma apaixonada pelo que faço”.

Para Adriana Braghetta esta é, sem dúvida, a chave do seu sucesso na advocacia.

Com 20 anos de carreira, a sócia do escritório L.O.Baptista –SVMFA foi considerada a advogada mais influente da América Latina na área de litígio e recebeu, em junho, o America’s Women in Business Law Awards, concedido pela revista Benchmark em parceria com a EuroMoney, em Nova York, nos Estados Unidos.

Sua especialidade são as disputas que vão para arbitragem, sua grande área de interesse e de atuação. Ela dá aulas sobre o tema e encerrou em junho seu mandato de 4 anos à frente do Comitê Brasileiro de Arbitragem (CBar). E, na opinião dela, a arbitragem é uma área em ebulição do Brasil. “Cresceu imensamente e tem chamado muito a atenção dos jovens”, diz Adriana.

Em entrevista à EXAME.com ela falou sobre o prêmio, sobre a consolidação da arbitragem no Brasil, as áreas quentes do Direito, sobre a sua rotina e o maior desafio na carreira das mulheres. Confira:

EXAME.com – Qual o segredo do seu sucesso?
Adriana Braghetta - Sou uma apaixonada pelo que eu faço. O segredo de uma boa carreira é você realmente ser apaixonado pelo que faz.

EXAME.com– Como você descobriu a sua paixão no Direito?
Adriana Braghetta - Quando estava na faculdade, eu tinha duas grandes áreas de interesse: Litígios, que a gente, naquele momento, estudava dentro do processo civil, e a área de Direito internacional. Naquela época, me formei em 1993, o Mercosul ainda estava começando e a economia era fechada, não tinha internet e as viagens internacionais não eram tão frequentes. O direito internacional era um direito clássico em que se discutia conflito de lei. Ainda não existia arbitragem no Brasil, mas quando tive aulas sobre este tema com o professor José Carlos de Magalhães, eu disse: “vou estudar isso, independentemente de isso se tornar uma realidade ou não”.

EXAME.com- E então você decidiu prosseguir nesta área?
Adriana Braghetta - Quando me formei, fui fazer o mestrado já na área de arbitragem com viés internacional. E eu tive a grande sorte: fui agraciada porque a lei de arbitragem veio em 1996 ao encontro da minha paixão.

EXAME.com - Então você participou desde o início da arbitragem no Brasil?
Adriana Braghetta - Cada vez mais foi tomando corpo e eu participei desse movimento brasileiro de solidificação da arbitragem no Brasil. O que a gente vê nestes anos todos é justamente uma troca de informações entre o mundo todo. Vinte anos atrás você estudava o litígio de uma forma territorializada, porque só se pensava o litígio no Brasil. Hoje em dia mudou muito o mundo, e eu tive a sorte de ver. Tinha esse interesse e pude ver que as novas gerações quando vão para a faculdade já estão tendo aula de arbitragem.

EXAME.com – Hoje, a arbitragem é uma área promissora dentro do direito?
Adriana Bragheta - É uma área em ebulição no Brasil. Não que haja tantos litígios a ponto de ter mercado para milhares de advogados, mas digo isso porque tem chamado muito a atenção dos jovens porque é uma forma muito racional de solução de litígio, muito flexível, com respeito à autonomia da vontade das partes. Pode-se escolher o árbitro. Os jovens que estão tendo contato com esta área estão encantados. E há toda uma jurisprudência e doutrina internacionais para se estudar, o que é muito estimulante.

EXAME.com – Que outras áreas você destaca como as áreas quentes no Direito?
Adriana Braghetta - As áreas que estão em desenvolvimento são promissoras. Direito ambiental cresceu muito, os direitos humanos cresceram também. Saíram das áreas clássicas, são litígio, consultivo, tributário e trabalhista. E uma onda grande que está vindo é a área de mediação porque nós estamos com 90 milhões de litígios judicializados. O Judiciário está assoberbado e precisa de respostas criativas para solucionar as disputas. Porque os litígios continuarão a vir, e é normal que venham. E a área de mediação está acontecendo hoje no Brasil. Estamos discutindo uma lei de mediação no Senado.

EXAME.com – A regra de ouro para o profissional é se especializar? Não dá mais para ser generalista?
Adriana Braghetta – Esse é o dilema do estudante de Direito hoje. Porque também é muito importante você ter o conhecimento abrangente. Todas as grandes questões no direito envolvem facetas de outras áreas também. Você está com um grande caso e terá questões de direito tributário, trabalhista, consultivo, contratos, litígio. Então é importante ter uma visão geral. E evidentemente precisa achar a sua área de interesse e se especializar. Mas é o grande paradoxo porque você tem conhecer o direito como um todo.

EXAME.com – Se o interesse do jovem é se especializar em arbitragem, o que ele deve fazer?

Adriana Braghetta – As novas gerações encontram uma possibilidade de formação muito diferente. Uma iniciativa que surgiu e é extremamente interessante são os treinamentos. Tem o Vis Moot que é uma simulação de arbitragem internacional que ocorre em Viena. Vão estudantes do mundo todo que se preparam durante 10 meses para defender um caso, geralmente em língua inglesa ou espanhola. Os estudantes apresentam o caso para diversos painéis de árbitros e disputam com outros estudantes. No ano passado tinham 233 faculdades e mais de 10 do Brasil. E o brasileiros têm ido muito bem.

EXAME.com – E no Brasil tem algo parecido?
Adriana Braghetta -Tem uma instituição que faz o treinamento em português que a Câmara de Arbitragem Empresarial Brasil (Camarb). O estudante deve, dentro da faculdade, procurar um professor que o estimule e o ajude, como um coach faz.

EXAME.com – Como é a sua rotina?
Adriana Braghetta – Muito corrida e diversificada. Sou preponderantemente advogada, mas dou aulas também. E o exercício de dar aulas é riquíssimo de reciclagem porque você se prepara para dar aula e ouve questionamentos dos mais diversos, isso refresca o pensamento. E até junho era presidente do Comitê Brasileiro de Arbitragem (CBar) que cuida do fomento e desenvolvimento da arbitragem no Brasil.

EXAME.com – E como busca o equilíbrio entre vida pessoal e profissional?
Adriana Braghetta – Gosto muito de trabalhar, para mim não é um peso, em absoluto. Busco o equilíbrio fazendo esporte, eu jogo tênis. Mas, pra mim, o equilíbrio está em ter tempo de olhar o mundo que está ao meu redor. Ir às reuniões do CBar, ler artigos novos, ver o que vai ser tendência no Direito.

EXAME.com – Qual o principal desafio para a carreira da mulher?
Adriana Braghetta - A fase de filhos pequenos é um grande desafio. Mas é também um desafio do empregador. Porque é uma fase que dura 2, 3 anos, por isso não dá ser imediatista. Aqui no escritório, todas as minhas sócias têm filhos, são mulheres extremamente capacitadas. O mercado tem que olhar isso e os empregadores precisam criar mecanismos para reter estes talentos. Isso vai ajudar as mulheres a voltarem a ter filhos mais cedo sem que isso as prejudique no desenvolvimento da vida profissional.

Matéria publicada no site
→ exame.com

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